segunda-feira, 5 de julho de 2010

Poda do Pessegueiro

O pessegueiro apresenta diferentes épocas de florescimento entre as suas espécies, respeitando a precocidade ou não de cada uma. Então as podas do pessegueiro devem seguir alguns critérios:
- se for pessegueiro precoce a poda deve ser realizada em plena florada, após a quebra de dormência das plantas para fugirmos do risco de geadas na florada aberta, pois a flor fechada do pessegueiro resiste mais ao frio do que ela estar completamente aberta ou no início da frutificação.
- se for tardia podamos no tarde, nos meses de agosto, também fugindo do risco de geadas pelos mesmos motivos anteriores.
A condução do pessegueiro é feita basicamente buscando uma forma em taça.
No 1º ano é a poda logo após o plantio, elimina-se o pião central, através de um corte com tesoura de poda (em bisel*) para estimular a formação da copa, neste ponto ocorrerá a 1º bifurcação dos galhos e deve ser feita a uma altura de 70 a 80cm. Eliminar, também galhos curtos que poderão já frutificar e com isto consumir muita energia da planta.
Devem ser eliminados os ramos mal posicionados, ou seja, os voltados para dentro da copa, ramos cruzados e paralelos e os de crescimento vigoroso para cima. Cada ramo deve ter uma bifurcação estimulando a formação de uma taça, para tanto podar o ramo logo acima de uma gema favorecendo a brotação das gemas mais próximas do corte que devem ser priorizadas.


A partir dos 2º e 3º ano, estimular ainda a arquitetura da planta em forma de taça, com os cortes visando uma bifurcação dos ramos, eliminando ramos muito vigorosos voltados para cima, os ramos voltados para dentro da copa e aqueles entrecruzados e paralelos, ramos ladrões, enfim o objetivo deve ser deixar a copa vazia e horizontalizar a posição dos ramos, formando um desenho assemelhado à “espinha de peixe”.
Mas agora também devemos nos preocupar com podas de frutificação, pois o pessegueiro produz em ramos de um ano.
Existem 3 tipos de ramos que frutificam:
- os mistos que possuem poucas gemas florais, na base, e bastante vegetativas na ponta que irão formar os ramos para o ano seguinte e fornecer energia para a produção deste ano, estes são maiores, acima de 20cm de comprimento devem ser encurtados em torno de 2/3 do seu tamanho;
- os brindilos são ramos mais finos e flexíveis, também mistos na composição de gemas floríferas e vegetativas, mas por serem menores com até 15cm, têm duração limitada e produzem frutos menores por isso devem ser encurtados em até 50% do seu tamanho;
- os dardos são ramos curtos e somente floríferos, com 3 a 5cm,devem ser eliminados, em parte, para favorecermos as reservas de energia da planta e a produção de frutos de qualidade.

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